sexta-feira, 9 de julho de 2010

Contendo o amargor

Dor... muita dor nesse instante. A impotência sentida nesse momento, de estar distante sem poder fazer nada é terrível. Escrevo do trabalho nesse instante e mal consigo trabalhar, embora não haja muito o que fazer por aqui. Não consigo descrever de forma palpável tudo o que estou sentindo agora, mas eu sei que ela não foi da maneira que queria ir, tranquila, sem preocupações. Passando mal? Sinto-me um inútil. Será que dei todo o apoio necessário? Será que fui capaz de trazer tranquilidade ou dar um ombro amigo nos piores momentos? Falhei com ela? Respectivamente, não, não e sim. Deveria ter dado mais suporte, mais segurança. Hoje o dia está sem cor, luto para manter a concentração, o foco, mas mal consigo esvaziar minha mente para pensar em algo mais positivo. Sinto como se estivesse lutando com a mão mais fraca, chutando a bola com o pé errado.

O final de semana vai chegando e não sei o que me espera. Sei que não deveria ficar no apartamento, mas não acho que conseguirei sair, mergulhado na minha depressão sem fim. Deveria pedir orientação ao Senhor, mas não sinto meu coração puro e aberto para isso. Vejo-me mais com o dedo em riste apontado para os céus e perguntando o porquê disso tudo. Tudo tem sido uma grande dúvida. Não consigo lutar, não consigo mudar o placar do jogo. Como estaria se ela estivesse aqui? Tudo diferente, com certeza. Na terra do terremoto, não sinto o chão, como se ele não existisse mais. O que é o meu chão? Quem é minha firmeza? Será que estou fazendo escolhas certas? Será que essa distância tem algum propósito a não ser o sofrimento. O frio só piora as coisas, a barreira da língua também.

Como será que ela está? Bem? Feliz? Com a saúde boa? Meus pensamentos são vagos e minha memória se esvai. Mal sei o dia que estou. Mal consigo completar uma frase mais longa. Hoje me perguntaram porque estou sério. Não sinto vontade de conversar, de sair da minha concha. Nunca fui expansivo, não será aqui que as coisas mudarão. Hora de mudar o esquema tático, sair de um 4-5-1 e partir para algo mais agressivo, como um 4-3-3. Colocar Deus como técnico desse time, me colocar como o volante, para girar o jogo e os anjos como defensores e meias armadores e Jesus como o atacante. Hora de virar a página. Não há como voltar atrás, o apito inicial já foi dado e o jogo está correndo, por enquanto empatando, mas eles, os adversários, estão crescendo na partida. É hora de mudar a mentalidade, não posso deixar para amanhã o que posso fazer hoje. Estou com o coração sangrando e as cicatrizes estão se abrindo. Hora de ir para cima, tentar uma jogada individual, mas sabendo quem está do meu lado, conter o nervosismo, respirar fundo e sentir a presença marcante do Espírito Santo. Mesmo sendo quem eu sou. Mesmo teimando em esquecer quem está no meu time.

Nenhum comentário:

Postar um comentário